domingo, 30 de setembro de 2012

A Urgência do Despertar: Robert Happé | Consciência é a Resposta para um Mundo de Paz (Vídeo Completo)


Se por um lado há diferentes graus de consciência e portanto devem ser respeitados, bem como o ‘ritmo’, o livre-arbítrio e a evolução espiritual de cada um, por outro, há coisas que não devem ser deixadas para depois, até porque nem tudo o que não é feito agora, significa que pode esperar por mais tempo.


E há urgência no despertar interno de cada Ser. Porque urgente também é, mudar o padrão de Consciência e a egrégora planetária. Mudarmos nosso interior, para refletir no exterior (o micro que reflete o macro).
Por isso hoje, devido a importância deste atual momento planetário que vivenciamos, que muitos chamam de ‘’separação do joio e do trigo’’, editei e atualizei o vídeo deste artigo publicado originalmente em 17/07/09 e compartilho desta entrevista fantástica, consciente e seríssima com o Cidadão Planetário, o espiritualista, psicólogo e pensador holandês Robert Happé.
Confesso que já vi várias vezes e não me canso em ouví-lo.
Desta forma, também compartilho com os novos queridos leitores e amigos que ainda não tiveram a oportunidade de assistir. E vou mais além: se gostar, não hesite em divulgar, pois palavras como estas que são verdadeiras pérolas, devem ser retransmitidas e espalhadas aos quatro cantos do mundo. Consegui uma versão completa e legendada.
Vamos lá então? Muito boa reflexão, neste convite ao Despertar:


Nosso medo.




Nosso medo mais profundo
Não é o de sermos inadequados.

Nosso medo mais profundo
É que somos poderosos além de qualquer medida.

É a nossa luz, não as nossas trevas,
O que mais nos apavora.

Nós nos perguntamos:
Quem sou eu para ser Brilhante,
Maravilhoso, Talentoso e Fabuloso?
Na realidade, quem é você para não ser?

Você é filho do Universo.
Você se fazer de pequeno não ajuda o mundo.

Não há iluminação em se encolher,
Para que os outros não se sintam inseguros
Quando estão perto de você.

Nascemos para manifestar
A glória do Universo que está dentro de nós.

Não está apenas em um de nós: está em todos nós.

E conforme deixamos nossa própria luz brilhar,
Inconscientemente damos às outras pessoas
Permissão para fazer o mesmo.

E conforme nos libertamos do nosso medo,
Nossa presença, automaticamente, libera os outros. 

- por Nelson Mandela -

Texto <772><27/04/2007

CORAÇÃO INTELIGENTE.


 

Criar situação diária, momentos para interiorizar, abre espaço intimo, uma porta
facilitadora que possibilita saída do confuso envolvimento físico/material. A busca do ser
humano é pela paz, muitas vezes conceituada como “felicidade externa”, no entanto,
num momento reflexivo, é muito útil perceber que esta ultima tem resultados não
proporcionais ao esperado.
Voltando sua atenção ao ser interno, pacificamente, verificará que é inglória a luta,
e completamente satisfatório o equilíbrio entre os exigentes “eus”, para o encontro Maior
com o Superior Eu. Estamos em momentos de necessários movimentos contundentes e
ações precisas, objetivamente precisas.
O coração inteligente é livre. Livre de situações de pesar, mas também livre de
incessantes buscas ditas “felizes”. Nem autodepreciar-se, nem necessitar super valorizarse.
Veja-se e a tudo e todos, além das aparências dos acontecidos. O hoje é a síntese do
que estamos. Sinta-se, perceba-se. Amplie sua visão sobre si próprio. Encoraje-se,
enfrente-se em todas nuances do inferior ao superior. Transponha-se. Devaneios são
prazerosos, porem, inconsistentes. Defina-se produtivamente.
Nas indecisões, nas duvidas, na falta de impulso interno da capacidade de
concentração, de ânimo, do crer no supremo sutil e seus benéficos retornos, ore. Aprenda,
reaprenda orar. Ensine os elementos de seus corpos físico, mental, emocional, psíquico,
renderem-se à sua vontade de verdadeiramente encontrar o estado de paz.
Ore palavras suas, faça fluir os sentimentos maiores de seu coração inteligente,
não apegue-se a nada, permita transformar-se para poder ser instrumento da transformação
coletiva. Ore também:
“Eu Sou a saúde Perfeita agora manifestada em cada órgão do meu corpo.
Eu Sou a Inteligência Perfeita ativa neste cérebro.
Eu Sou a Visão Perfeita vendo através destes olhos.
Eu Sou a Audição Perfeita ouvindo através destes ouvidos.
Eu Sou a única Presença que age em meu mundo, assim gero Paz e Harmonia”.
(Saint Germain)

Lílian Bruno
Jornal Luz e Ser.
A Luz do Ser vem do Saber Ser.
Guarulhos Agosto/11
Ano 10 - Nº 10 - Distribuição Gratuita

"Não corras, não tenhas pressa. Aonde tens que ir é só a ti..."

     

Parece-me que esse poema, tão singelo, aponta para o coração de uma possibilidade de reencantamento do mundo, sobretudo através de uma educação que nos facilite o resgate da alma e da consciência, conduzindo-nos à exploração de nossa morada interior.
(Roberto Crema - Unipaz). 

VIDA EM MOVIMENTO.



Existe muita energia sendo derramada, e o trabalho é ficar limpo, especialmente a mente.
Dor significa uma recusa em abandonar a limitação.
As polaridades precisam ser experimentadas até que você conclua as lições.
Cada um de nós é duramente testado pelas energias de conflito, dentro dos relacionamentos e no relacionamento com você mesmo.
A escuridão (o negativo) serve ao seu propósito a este respeito.
A esperança do Criador é que você pare de sentir que está só quando se trata de problemas ou dificuldades.
Em vez disso abra seu coração para a abundância dos ajudantes invisíveis, eles estão esperando seu convite para te ajudar.
Não deixe o medo controlar o seu precioso coração e sua psique.
Simplesmente vá para dentro de voce e deixe que sua alma lhe assegure.
Apenas evite dar energia para aquilo que você não quer experimentar.
Quando você começa a reconhecer as oportunidades relevantes que lhe são apresentadas diariamente, a harmonia em breve seguirá.
Você só precisa aprender a escolher sabiamente o que vai pensar.
Todas as respostas estão na alma, apenas aprenda a traduzir a mensagem que ela envia para sua mente consciente.
Estamos todos participando do processo de reformulação, e ele vai continuar até que as velhas formas de viver cheguem ao fim.
Aqueles que despertam, fazem um esforço imenso para transformar suas tendências escuras.
A era de ouro não é um presente, mas um esforço em co-criação daqueles que acreditam que amor é o poder.

Robert Happé 






FORÇA E FRAQUEZA.




Um sistema é um conjunto de elementos entre os quais haja alguma relação. É a disposição das partes ou dos elementos de um todo, coordenados entre si, que formam estrutura organizada. É um método, um plano, um modo, um jeito, uma forma.
Ao aceitar que o nosso modo de ser é um sistema criado por nós, constituído e manifestado pela nossa expressão (pensamentos, emoções, sentimentos, psiquismo, fala, comportamentos etc.)., e pelas sensações adquiridas em experiências de vida, verificaremos que, conforme sentimos e reagimos perante elas, serão os resultados que obteremos; sempre compatíveis com nossos movimentos e intensidade deles.
As partes ou os elementos que criamos coordenam-se como uma estrutura organizada - mesmo quando há desorganização mental, emocional, física - organizam-se para cumprir aquilo que estabelecemos como sendo o melhor para nós consciente ou inconscientemente, correta ou incorretamente.
Desse modo, de acordo com ações, reações, inércia, direcionamentos, valorações, motivações, é que serão os resultados da movimentação energética que fizermos.
Para transformação energética da seqüência organizada do sistema, faz-se necessário o uso inteligente de seus elementos e sub elementos, ou seja, saber fazer escolhas.
Assim sendo, com o pensar correto, por meio do firme querer, os elementos próprios do pensar produtivo agrupam-se magneticamente, o que faz com que as situações não gratificantes sejam transformadas, ou que as gratificantes sejam criadas.
Para tanto, é preciso tomar consciência através do autoconhecimento sobre como estamos lidando com o sistema energético que criamos. Com quais qualidades atuamos, positivas ou negativas? Através de quais neuroses nos comunicamos, interna ou externamente (intransigências, inflexibilidades, censuras, repressões, complexos de inferioridade, de superioridade?) Nos amamos ou não? Somos complacentes ou rígidos demais conosco?
Temos individualidade? Pensamos com critérios eticamente formulados ou por identificação com os outros? Quanto estamos distanciados de nós mesmos? Do nosso querer superior?
Há momentos que somos fortes, há momentos que somos fracos diante das questões que estamos experienciando. Precisamos entender a força e a fraqueza em nós para não sermos os opressores, aqueles que exercem domínio sobre o outro, ou os oprimidos, quando deixamos que nos dominem ou subjuguem, através de idéias ou pensamentos que não passaram pelo crivo do discernimento.
Ao sair da acomodação instintiva e egoísta, o homem aos poucos adquire capacidade de criar um método de organização energética produtiva e percepção de suas virtudes. Como ser inteligente e produtivo, pode criar situações que sejam benéficas para ele e para os outros.
Aí então, cumprirá saudavelmente seus papéis de ser social: homem, mulher, pai, mãe, filho, amigo, empregador, empregado... E por aí vai. O contrário faz com que fiquemos viciosamente criando improdutividades, o que gera de forma contínua, dor e sofrimento, e retarda nosso caminho evolutivo.

Lílian Bruno.
Jornal Luz e Ser. 
A Luz do Ser vem do Saber Ser.
Guarulhos  Janeiro/Fevereiro  2007
Ano 7  - Nº 1 - Distribuição Gratuita

Coordenação e Diagramação: Fernanda Payão
Revisão: Cristiane Ramalho e Lílian Bruno

O PENSAMENTO É O PODER MOTOR DA AÇÃO.



O pensamento revela-se como uma vibração no corpo mental que se comunica com a matéria externa e produz um efeito. Portanto, o pensamento em si é uma força real e definida, e o interessante é que todos nós possuímos esse poder. Cada pensamento produz dois efeitos externos principais: uma vibração irradiante e uma forma flutuante. Analisemos como ambas afetam o pensador e as outras pessoas.

Em primeiro lugar, vamos lembrar da força do hábito. Se acostumarmos nossos corpos mentais com certo tipos de vibrações, eles aprenderão a reproduzi-las com facilidade e prontidão. Se pensarmos um certo tipo de pensamento hoje, amanhã será mais fácil repetir o mesmo pensamento. Se alguém começa a pensar mal dos outros, logo se torna fácil pensar pior, e torna-se mais difícil pensar no bem deles. Cria-se assim um ridículo preconceito que cega totalmente a pessoa, impedindo-a de ver os pontos bons de seus semelhantes, e aumentando enormemente o mal nos outros.

Em seguida seus pensamentos começam a incitar as emoções, e como só vê o mal nos outros começa a odiá-los. As vibrações da matéria mental excitam as da matéria astral densa assim como o vento perturba a superfície do mar. Todos sabemos que ao pensar em nossos erros facilmente nos irritamos e freqüentemente ignoramos a conclusão inevitável de que, pensando racionalmente e com calma, prevenimos ou dissolvemos a raiva.

A forma de pensamento gerada também reage sobre o pensador. Se o pensamento destina-se a alguém, a forma dispara como um míssil na sua direção, mas se o pensamento, como acontece com tanta freqüência, diz respeito principalmente ao próprio pensador, esta permanece flutuando nas proximidades, pronta a reagir sobre ele e duplicar-se, isto é, pronta a estimular na sua mente o mesmo pensamento mais uma vez. Para o pensador parecerá que o pensamento surgiu em sua mente vindo de fora, mas a experiência é, na verdade, apenas o resultado mecânico de seus próprios pensamentos prévios.

Observemos agora como esse fragmento de conhecimento pode ser usado. Obviamente todo pensamento ou emoção produz um efeito de longa duração, pois fortalece ou enriquece uma tendência e, além disso, reage constantemente sobre o pensador. Portanto, fica claro que temos de ter todo cuidado com os pensamentos ou emoções que permitimos surgir dentro de nós mesmos. Não podemos nos desculpar como tantos fazem, dizendo que sentimentos indesejáveis são naturais em certas condições. Temos de usar o direito de controlar nossa mente e nossas emoções. Se podemos habituar-nos a procurar as qualidades desejáveis nas pessoas que conhecemos, e não as indesejáveis, nós nos surpreenderemos ao descobrir como as boas qualidades são numerosas e importantes. Assim começaremos a gostar delas e a não evitá-las, e teremos, pelo menos, a possibilidade de fazer avaliações mais justas das pessoas.

Podemos dedicar-nos ao exercício útil de admitir apenas pensamentos bons e agradáveis e, se persistirmos, logo começaremos a perceber resultados. Nossas mentes trabalharão mais facilmente pelos canais da admiração e da simpatia ao invés da suspeita e do menosprezo, e, quando nossos cérebros estiverem desocupados, os pensamentos que se apresentarem serão bons e não maus, em uma reação natural das formas graciosas que criamos para nos circundar. "O homem é aquilo que pensa em seu coração", e obviamente o uso correto e sistemático do poder do pensamento torna a vida muito mais fácil e agradável.

Reparemos agora como nossos pensamentos afetam os outros. A ondulação irradiante, como muitas outras vibrações na Natureza, tende a se duplicar. Por que um determinado objeto se aquece diante do fogo? Porque a radiação das vibrações vindas da matéria incandescente leva as moléculas do objeto a oscilarem mais rapidamente. Da mesma maneira, se enviarmos com persistência ondulações de pensamentos agradáveis sobre outrem, com o tempo uma vibração similar aos pensamentos de simpatia surgirá naquela pessoa. Formas de pensamentos dirigidas para ela flutuarão à sua volta e agirão quando surgir uma oportunidade. Assim como um mau pensamento pode ser um demônio tentador tanto para o pensador quanto para outrem, assim também um bom pensamento pode tornar-se um anjo guardião que encoraja a virtude e evita o vício. Infelizmente é comum nos dias de hoje aquela atitude de estar sempre procurando falhas nos outros, e as pessoas que agem assim não compreendem o mal que causam. Se observamos suas conseqüências, veremos que o hábito da bisbilhotice maliciosa é simples perversidade. Não importa se o escândalo tem fundamento ou não; em qualquer dos casos ele só pode gerar o mal. Nesta situação encontramos pessoas concentradas em algum suposto vício de alguém, atraindo a atenção de muitas outras que, de outra forma, não se teriam dado conta desse defeito.

Suponhamos que acusem sua vítima de ser invejosa. De imediato centenas de pessoas começam a despejar no infeliz sofredor torrentes de pensamentos sugerindo a idéia da inveja. Não é claro que, se o pobre homem tiver tendência a esse desagradável vício, esta seria grandemente intensificada pela avalanche que o atinge? E se, como normalmente acontece, não houver qualquer razão para esse malicioso rumor, aqueles que o espalhem estão fazendo de tudo para criar em sua vitima o próprio vício de cuja existência imaginária eles tão selvagemente se regozijam.

Devemos pensar sempre nas coisas boas de nossos amigos, não só porque isso é muito mais saudável para nós, mas também porque assim elas se fortalecem. Quando formos obrigados a reconhecer alguma qualidade má de um amigo, devemos ter o cuidado de não pensar nela, mas, sim, na virtude oposta que queremos ajudá-lo a desenvolver. Caso ele seja avarento ou pouco afetivo não devemos fazer comentários ou fixar nosso pensamento nesse defeito, porque, se o fizermos, as vibrações por nós criadas tornarão as coisas piores. Em vez disso, pensemos intensamente na qualidade que ele precisa desenvolver, inundando-o com ondulações de generosidade e amor, pois assim estaremos realmente ajudando nosso irmão.

Se o poder de pensamento for usado com essas orientações, nós nos tornaremos verdadeiros centros de bênção em qualquer lugar onde nos encontremos. Mas lembremos que essa força é limitada; por isso, se quisermos ter o bastante dela para ser úteis, não a desperdicemos.

O homem comum não passa de ser um centro de vibrações agitadas. Encontra-se constantemente preocupado, incomodado, estressado com alguma coisa, em depressão profunda ou, então, excitado sem razão, ao esforçar-se para mudar alguma circunstância ou tratar de conseguir algo. Por uma razão ou outra, está sempre desnecessariamente agitado, muitas vezes por causa de coisas insignificantes. Isso quer dizer que está o tempo todo gastando força, dissipando inutilmente algo pelo qual é diretamente responsável e que poderia torná-lo mais feliz e saudável.

Outra situação que o leva a dissipar muita energia são as discussões desnecessárias. Está sempre tentando fazer alguém concordar com suas opiniões pessoais. Esquece-se de que toda questão tem sempre muitos lados ou aspectos, quer se trate de política, religião ou algum outro interesse de curto prazo, e que os outros também têm direito ao seus próprios pontos de vista, o qual de qualquer modo nada importa, pois os fatos permanecem os mesmos independente do que cada um pense. A maior parte dos assuntos não vale a pena discutir, e, normalmente, aqueles que falam mais alto e com mais confiança são precisamente os que menos sabem.

Quem deseja usar o poder do pensamento de maneira útil, seja para si mesmo ou para os outros, deve economizar suas energias, ser calmo, comedido e refletir cuidadosamente antes de falar ou agir. Que não fiquem dúvidas de que essa força do silêncio é muito poderosa. Qualquer um que se entregue ao trabalho pode aprender a usá-la, e, com seu uso, cada um de nós pode progredir bastante fazendo um grande bem para o mundo à nossa volta.

Deve compreender-se bem esse poder do pensamento e o dever de reprimir pensamentos maus, egoístas ou agressivos. Os pensamentos produzem seus efeitos, quer desejemos ou não. Um homem sábio produz intencionalmente os resultados da sua ação mental. Cada vez que controlamos nossos pensamentos, a próxima vez o controle fica mais fácil. Enviar pensamentos positivos aos outros é algo tão real quanto dar dinheiro; e é uma forma de caridade que até o mais pobre dos homens pode fazer. É errado irradiar depressão. Ela impede os pensamentos elevados, causa muito sofrimento às pessoas sensíveis e é responsável pela maior parte do medo noturno das crianças.

Ao permitir que pensamentos miseráveis e maldosos sejam descarregados sobre uma criança, como muitos fazem, estamos envolvendo-a em penumbra, e isso não está certo. Esqueçam-se da depressão e, em vez de ceder a ela, enviem pensamentos de fortaleza para os doentes.

Nossos pensamentos não são - como se poderia supor - assunto apenas da nossa própria conta, pois suas vibrações afetam os outros. Os pensamentos maldosos têm alcance muito maior do que as palavras, mas não podem afetar quem estiver totalmente livre da qualidade que eles veiculam; por exemplo, o pensamento do desejo de beber não pode penetrar no corpo de um homem totalmente abstêmio. Ele atinge seu corpo astral, porém, como não pode penetrar, retorna ao emissor.

A vontade pode ser treinada para agir diretamente sobre a matéria física. Para alguns talvez o exemplo mais comum seja aquele do quadro usado muitas vezes nas práticas de meditação, no qual podem ser observadas com freqüência alterações de expressão; as partículas físicas são, sem dúvida alguma, afetadas por um pensamento forte e constante. A Sra. Blavatsky costumava recomendar algumas práticas a seus discípulos, dizendo-lhes para pendurarem uma agulha em um fio de seda e aprender a movê-la pela força da vontade. Um escultor também usa o poder do pensamento, mas de maneira diferente. Diante de um bloco de mármore, ele cria uma forte forma de pensamento da estátua que deseja esculpir. A seguir coloca sua forma de pensamento dentro do bloco e começa a remover o mármore que sobra fora da forma de pensamento, deixando apenas a parte interpenetrada por ela.

Habituem-se a dedicar algum tempo todos os dias a formular bons pensamentos e enviá-los a outras pessoas. É uma prática fundamental para todos, e fará muito bem para as pessoas que os recebem também, sem dúvida alguma.

C.W.Leadbeater
(Extraído da obra A Vida Interna, C.W. Leadbeater, Editora Teosófica, 1996.)
Contribuição gentilmente enviada por Alfredo Puig, Vice-Presidente da Sociedade Teosófica no Brasil.