Um sistema é um conjunto de
elementos entre os quais haja alguma relação. É a disposição das partes ou dos
elementos de um todo, coordenados entre si, que formam estrutura organizada. É
um método, um plano, um modo, um jeito, uma forma.
Ao aceitar que o nosso modo
de ser é um sistema criado por nós, constituído e manifestado pela nossa
expressão (pensamentos, emoções, sentimentos, psiquismo, fala, comportamentos
etc.)., e pelas sensações adquiridas em experiências de vida, verificaremos
que, conforme sentimos e reagimos perante elas, serão os resultados que
obteremos; sempre compatíveis com nossos movimentos e intensidade deles.
As partes ou os elementos que
criamos coordenam-se como uma estrutura organizada - mesmo quando há
desorganização mental, emocional, física - organizam-se para cumprir aquilo que
estabelecemos como sendo o melhor para nós consciente ou inconscientemente,
correta ou incorretamente.
Desse modo, de acordo com
ações, reações, inércia, direcionamentos, valorações, motivações, é que serão
os resultados da movimentação energética que fizermos.
Para transformação energética
da seqüência organizada do sistema, faz-se necessário o uso inteligente de seus
elementos e sub elementos, ou seja, saber fazer escolhas.
Assim sendo, com o pensar
correto, por meio do firme querer, os elementos próprios do pensar produtivo
agrupam-se magneticamente, o que faz com que as situações não gratificantes
sejam transformadas, ou que as gratificantes sejam criadas.
Para tanto, é preciso tomar
consciência através do autoconhecimento sobre como estamos lidando com o
sistema energético que criamos. Com quais qualidades atuamos, positivas ou
negativas? Através de quais neuroses nos comunicamos, interna ou externamente
(intransigências, inflexibilidades, censuras, repressões, complexos de
inferioridade, de superioridade?) Nos amamos ou não? Somos complacentes ou
rígidos demais conosco?
Temos individualidade?
Pensamos com critérios eticamente formulados ou por identificação com os
outros? Quanto estamos distanciados de nós mesmos? Do nosso querer superior?
Há momentos que somos fortes,
há momentos que somos fracos diante das questões que estamos experienciando.
Precisamos entender a força e a fraqueza em nós para não sermos os opressores,
aqueles que exercem domínio sobre o outro, ou os oprimidos, quando deixamos que
nos dominem ou subjuguem, através de idéias ou pensamentos que não passaram
pelo crivo do discernimento.
Ao sair da acomodação
instintiva e egoísta, o homem aos poucos adquire capacidade de criar um método
de organização energética produtiva e percepção de suas virtudes. Como ser
inteligente e produtivo, pode criar situações que sejam benéficas para ele e
para os outros.
Aí então, cumprirá
saudavelmente seus papéis de ser social: homem, mulher, pai, mãe, filho, amigo,
empregador, empregado... E por aí vai. O contrário faz com que fiquemos
viciosamente criando improdutividades, o que gera de forma contínua, dor e
sofrimento, e retarda nosso caminho evolutivo.
Lílian
Bruno.
Jornal Luz e Ser.
A Luz do Ser vem do Saber Ser.
Guarulhos Janeiro/Fevereiro 2007
Ano 7 - Nº 1 - Distribuição Gratuita
Coordenação e Diagramação: Fernanda Payão
Revisão: Cristiane Ramalho e Lílian Bruno
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A Luz do Ser vem do Saber Ser.
Guarulhos Janeiro/Fevereiro 2007
Ano 7 - Nº 1 - Distribuição Gratuita
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Revisão: Cristiane Ramalho e Lílian Bruno
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