domingo, 30 de setembro de 2012

FORÇA E FRAQUEZA.




Um sistema é um conjunto de elementos entre os quais haja alguma relação. É a disposição das partes ou dos elementos de um todo, coordenados entre si, que formam estrutura organizada. É um método, um plano, um modo, um jeito, uma forma.
Ao aceitar que o nosso modo de ser é um sistema criado por nós, constituído e manifestado pela nossa expressão (pensamentos, emoções, sentimentos, psiquismo, fala, comportamentos etc.)., e pelas sensações adquiridas em experiências de vida, verificaremos que, conforme sentimos e reagimos perante elas, serão os resultados que obteremos; sempre compatíveis com nossos movimentos e intensidade deles.
As partes ou os elementos que criamos coordenam-se como uma estrutura organizada - mesmo quando há desorganização mental, emocional, física - organizam-se para cumprir aquilo que estabelecemos como sendo o melhor para nós consciente ou inconscientemente, correta ou incorretamente.
Desse modo, de acordo com ações, reações, inércia, direcionamentos, valorações, motivações, é que serão os resultados da movimentação energética que fizermos.
Para transformação energética da seqüência organizada do sistema, faz-se necessário o uso inteligente de seus elementos e sub elementos, ou seja, saber fazer escolhas.
Assim sendo, com o pensar correto, por meio do firme querer, os elementos próprios do pensar produtivo agrupam-se magneticamente, o que faz com que as situações não gratificantes sejam transformadas, ou que as gratificantes sejam criadas.
Para tanto, é preciso tomar consciência através do autoconhecimento sobre como estamos lidando com o sistema energético que criamos. Com quais qualidades atuamos, positivas ou negativas? Através de quais neuroses nos comunicamos, interna ou externamente (intransigências, inflexibilidades, censuras, repressões, complexos de inferioridade, de superioridade?) Nos amamos ou não? Somos complacentes ou rígidos demais conosco?
Temos individualidade? Pensamos com critérios eticamente formulados ou por identificação com os outros? Quanto estamos distanciados de nós mesmos? Do nosso querer superior?
Há momentos que somos fortes, há momentos que somos fracos diante das questões que estamos experienciando. Precisamos entender a força e a fraqueza em nós para não sermos os opressores, aqueles que exercem domínio sobre o outro, ou os oprimidos, quando deixamos que nos dominem ou subjuguem, através de idéias ou pensamentos que não passaram pelo crivo do discernimento.
Ao sair da acomodação instintiva e egoísta, o homem aos poucos adquire capacidade de criar um método de organização energética produtiva e percepção de suas virtudes. Como ser inteligente e produtivo, pode criar situações que sejam benéficas para ele e para os outros.
Aí então, cumprirá saudavelmente seus papéis de ser social: homem, mulher, pai, mãe, filho, amigo, empregador, empregado... E por aí vai. O contrário faz com que fiquemos viciosamente criando improdutividades, o que gera de forma contínua, dor e sofrimento, e retarda nosso caminho evolutivo.

Lílian Bruno.
Jornal Luz e Ser. 
A Luz do Ser vem do Saber Ser.
Guarulhos  Janeiro/Fevereiro  2007
Ano 7  - Nº 1 - Distribuição Gratuita

Coordenação e Diagramação: Fernanda Payão
Revisão: Cristiane Ramalho e Lílian Bruno

Nenhum comentário:

Postar um comentário